Ambiente e energia:

A Casa Cerro da Correia mantém uma estreita relação com a natureza. Foi construída no meio de uma floresta de pinheiros, carvalhos e castanheiros, tem um jardim com plantas autóctones e uma horta para cultivo de produtos regionais típicos da agricultura de montanha, onde não são utilizados produtos de síntese química. Por estas razões decidimos, desde a primeira hora, implementar medidas de acordo com este espírito:

1 – Jardins com espécies autóctones:

O objetivo é criar um ecossistema equilibrado, recusar o uso de espécies invasoras, reduzir o consumo de água e potenciar o alimento para insetos e pássaros da região. Para isso, quando começámos a desenhar o jardim, mantivemos as plantas que já ali estavam como a carqueja, rosmaninho, giesta amarela, esteva e várias espécies silvestres. Todas as plantas ou árvores que a partir daí foram colocadas são espécies que existem no Parque Natural da Serra da Estrela: rosmaninho, zimbro, azevinho, alfazema, alecrim e cardo leiteiro.

2 – Redução do risco de incêndio:

No pinhal começámos o lento processo (avança ao ritmo das árvores e não do homem) de substituição das árvores resinosas, que têm maior risco de incêndio, pelas folhosas, com menor risco combustível. Plantámos carvalho negral, azinheiras e medronheiros e, ao mesmo tempo, protegemos os rebentos destas espécies que nascem espontaneamente debaixo dos pinheiros. Quando estas árvores folhosas tiverem maior porte poderemos então diminuir progressivamente o número de pinheiros.

3 – Redução do consumo e desperdício, reutilizando e reciclando.

Alguns exemplos:

– Em vez de comprarmos móveis novos para decorar a casa, decidimos procurar armários, mesas, quadros antigos e outros objetos que pertenciam à nossa família e não estavam em uso. Recolhemos, dentro do possível, os que já tivessem feito parte da decoração da casa ou fossem da mesma época.

– Na horta, sempre que é necessário construir um abrigo para proteger as jovens plantas e as sementeiras, reutilizamos e reciclamos materiais que se adaptem àqueles fins.

– Tentamos não desperdiçar alimentos e incentivamos os nossos hóspedes a fazerem o mesmo. Os restos de frutas e legumes são colocados num recipiente especial, um compostor, para as minhocas os transformarem em composto que, posteriormente será utilizado como adubo na horta.

– Separação de lixo: incentivamos os nossos hóspedes a dividirem plásticos, metais, vidros e papéis.

– Na época natalícia reutilizamos trapos/restos e reaproveitamos sobrantes de materiais da floresta para fazer decorações e a árvore de Natal.

4 – Redução do consumo de energia:

– Lâmpadas económicas;

– Pilhas recarregáveis em todos os utensílios elétricos;

– O maior número possível de eletrodomésticos com baixo consumo de energia.

5- Vermicompostagem:

Este processo permite devolver à terra aquilo que dela foi retirado. Os restos de vegetais e frutas não cozinhados são colocados num compostor onde vive uma comunidade de minhocas. Em vez de serem deitados no lixo, aumentando assim o desperdício feito na Casa Cerro da Correia, esses restos passam a ser alimento para as minhocas que os transformam em húmus e chorume, compostos orgânicos ideais para adubar a terra. Este será o fertilizante utilizado na horta, de modo a que os vegetais e frutas cresçam com vigor, de forma natural, sem adubos artificiais.


Environment and energy:

Casa Cerro da Correia maintains a close relationship with nature. It was built in the middle of a forest of pines, oaks and chestnut trees, has a garden with native plants and a garden for cultivating regional products typical of mountain agriculture, where no chemical synthesis products are used. For these reasons we decided, from the first hour, to implement measures in this spirit:

1 – Gardens with native species:

The goal is to create a balanced ecosystem, refuse the use of invasive species, reduce water consumption and boost food for insects and birds in the region. To do this, when we started to draw the garden, we kept the plants that were already there like carqueja, rosmaninho, yellow gesta, and several wild species. All the plants or trees that have been put there are species that exist in the Serra da Estrela Natural Park: rosemary, juniper, holly, lavender, rosemary and milk thistle.

2 – Reducing the risk of fire:

In the pine forest we started the slow process (progressing to the rhythm of the trees, not the man) replacing the resinous trees, which have a higher risk of fire, by the hardwoods, with lower fuel risk. We planted black oak, holm oaks and arbutus trees, and at the same time protected the shoots of these species that are born spontaneously under the pines. When these leafy trees are larger, we can progressively reduce the number of pine trees.

3 – Reduction of consumption and waste, reusing and recycling.

Some examples:

– Instead of buying new furniture to decorate the house, we decided to look for cabinets, tables, old paintings and other objects that belonged to our family and were not in use. We collected, as far as possible, those that had already been part of the decoration of the house or were of the same time.

– In the garden, whenever it is necessary to build a shelter to protect the young plants and the sowing, we reuse and recycle materials that adapt to those ends.

– We try not to waste food and we encourage our guests to do the same. The remains of fruits and vegetables are placed in a special container, a composter, for the earthworms to turn them into compound that will later be used as fertilizer in the garden.

– In the Christmas season we reused rags / rests and recycled leftovers from forest materials to make the season’s arrangements and the Christmas tree.

– Garbage separation: we encourage our guests to share plastics, metals, glass and papers.

4 – Reduction of energy consumption:

– Economical lamps;

– Rechargeable batteries in all electrical appliances;

– The largest possible number of appliances with low power consumption.

5- Vermicomposting:

This process allows to return to earth what was withdrawn from it. The remains of uncooked vegetables and fruits are placed in a composter where a community of earthworms lives. Instead of being thrown in the garbage, thus increasing the waste made in Casa Cerro da Correia, these remains become food for the earthworms that transform them into humus and slurry, organic compounds ideal to fertilize the earth. This will be the fertilizer used in the garden, so that vegetables and fruits grow vigorously, naturally, without artificial fertilizers.

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