Historicamente, Manteigas terá nascido oficialmente entre 1186 e 1188. Ainda que o seu certificado de nascimento – carta de foral concedida por D. Sancho I – se tenha perdido no tempo, não existe qualquer dúvida quanto à promulgação de tal diploma, pois o Foral de 1514, aquele que é o foral que o município guarda, faz referência expressa à existência de um foral outorgado por D. Sancho I.

Sobre o passado da vila de Manteigas muito há a dizer, embora alguns pormenores, fruto de conjeturas, mereçam algumas reservas. Ainda assim, existem aspetos interessantíssimos sobre os quais nos propomos refletir.

A primeira observação incide precisamente sobre a origem do nome da vila de Manteigas, onde as opiniões se apresentam bastante divergentes. Uma das versões associa o vocábulo ao plural de manteiga, derivado do latim nattalica-nato, uma vez que em tempos remotos este local seria abundante em gado ovino fazendo-se aqui boas manteigas «era antigamente lugar muito abundante de vacas, onde se faziam boas manteigas, de que tomou o nome» (Chorografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reyno de Portugal, Padre António Carvalho da Costa, 1706-1712)

Sobre esta questão também é feita a associação do topónimo à palavra manteca, que significa ‘manta pequena’, teoria por vezes rejeitada se a relacionarmos com as capas dos pastores que sempre foram compridas.

Do ponto de vista toponímico, há ainda uma outra versão para a origem do nome da vila: a de que de substantivo comum manteigas tenha passado a nome de pessoa. Dona Urraca Nunes Manteiga aparece como antropónimo em 1258 ligado ao concelho de Guimarães, citada por José Pedro Machado e José Mattoso que encontrou este nome em mais de dez porções de terra no mesmo concelho, onde Dona Urraca Manteigas seria proprietária. Um antropónimo deste tipo pode muito bem ter passado a nome de lugar. A presença de diversos portadores deste nome poderá explicar o plural de manteigas. Os casos de nomes de pessoas que deram nome a povoações são numerosos por todo o lado e não é de estranhar que o sobrenome de grupo familiar que se tenha estabelecido neste lugar tivesse vindo a originar a expressão “o lugar dos manteigas”.

Ao chegar, aproveite para visitar o Centro Histórico, o património religioso, o Viveiro das Trutas e o CIVGLAZ – Centro Interpretativo do Vale Glaciar do Zêzere.


Historically, Manteigas was officially born between 1186 and 1188. Although his birth certificate – a charter granted by D. Sancho I – was lost in time, there is no doubt about the promulgation of such a diploma, as the 1514 Foral, which is the charter that the municipality holds, makes express reference to the existence of a charter granted by D. Sancho I.

About the past of the town of Manteigas there is much to be said, although some details, fruit of conjectures, deserve some reservations. Even so, there are very interesting aspects about which we intend to reflect.

The first observation focuses precisely on the origin of the name of the town of Manteigas, where the opinions are quite divergent. One of the versions associates the word with the plural of butter, derived from the latin nattalica-born, since in remote times this place would be abundant in sheep cattle making here good butters “was formerly very abundant place of cows, where they were made good (Portuguese Chorography and Topographic Descriptions of the Famous King of Portugal, Father António Carvalho da Costa, 1706-1712)

On this question is also made the association of the place name to the word manteca, which means ‘small blanket’, theory sometimes rejected if we relate it to the covers of the shepherds who were always long.

From the toponímico point of view, there is still another version for the origin of the name of the town: that of common noun manteigas has passed the name of person. Dona Urraca Nunes Manteiga appears as an anthroponym in 1258 connected to the municipality of Guimarães, cited by José Pedro Machado and José Mattoso, who found this name in more than ten portions of land in the same county, where Dona Urraca Manteigas would be the owner. An anthroponym of this kind may well have passed the name of place. The presence of several bearers of this name may explain the plural of butters. The cases of names of people who gave names to settlements are numerous everywhere and it is not surprising that the family surname that has been established in this place had come to give rise to the expression “the place of the manteigas”.

When you arrive in town, take the opportunity to visit the Historical Center, the religious heritage, the Trout Nursery and the CIVGLAZ – Zêzere Glacier Valley Interpretive Center.

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